CBN Foz

Versão clássica

Oferecimento

Policiamento é reforçado na Vila Cruzeiro, no Rio, após morte de PM

Por  | Para: CBN Foz

O policiamento na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, foi reforçado nesta segunda-feira (3), após uma policial ter sido morta a tiros neste domingo (2). De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), uma varredura está sendo feita na região para buscar os suspeitos envolvidos com o crime. Alda Rafael Castilho será enterrada na tarde desta segunda-feira, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Ela foi baleada na barriga durante quando fazia patrulhamento na Estrada José Rucas, na comunidade Parque Proletário. Na ocasião, três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte.

De acordo com a polícia, o soldado Marcelo Gilliard, baleado na coxa, foi avaliado, medicado, teve quadro clínico estabilizado e será transferido para o Hospital Central da Policia Militar, fora de perigo. Uma mulher, identificada como Elaine Marques, também baleada na cabeça, passou por cirurgia na noite de domingo, e seu estado era grave. O marido dela, Antonio Marcos Travesso, foi medicado e recebeu alta.

A Divisão de Homicídios investiga a morte. Uma perícia foi feita no local e a polícia aguarda a liberação médica das vítimas para que elas possam prestar depoimento. Outras testemunhas também serão ouvidas.

Rotina de ataques a UPPs
O projeto de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), iniciado em 2008 pela Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro com o objetivo de devolver a segurança aos moradores da cidade, vem enfrentando uma série de problemas, principalmente após novembro de 2013. De lá para cá, o número de registros de tiroteios e ataque a sedes de UPP nas comunidades passou de 10, como contabilizou o G1, de dezembro e janeiro.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa das UPPs informou que as unidades “não estão em crise”. O Instituto de Segurança Pública (ISP) não divulgou o número de ocorrências nos últimos dois meses.

Nesta sexta-feira (31), um suspeito foi detido por arremessar coquetéis molotov no terreno que abriga a UPP e a delegacia do conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio. Na mesma comunidade, na quarta-feira (29), um tiroteio assustou moradores e um policial da UPP morreu após ser baleado em uma troca de tiros em novembro de 2013.

No início de novembro, homens no Batalhão de Choque passaram a ocupar a Rocinha, na Zona Sul do Rio, e agentes do Batalhão de Operações Especiais voltaram para o conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte. Estas são as duas maiores favelas com UPPs, das 36 que possuem o projeto do governo.

Em dezembro, a UPP do Lins foi atacada por três vezes. No mesmo mês, a UPP São Carlos também foi atacada após um tiroteio entre traficantes. Ainda em dezembro, traficantes e criminosos trocaram tiros na área da UPP dos Macacos. Uma troca de tiros entre policiais da UPP Fallet-Fogueiro e criminosos foi registrada no dia 15 de dezembro. No último mês de 2013, em uma confusão durante uma abordagem, um policial matou um idoso na UPP de Manguinhos.

GNews - UPP da Rocinha (Foto: GloboNews)UPP da Rocinha: tiroteios assustam moradores
desde dezembro (Foto: GloboNews)

No mês de janeiro, a UPP Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul do Rio, teve dois tiroteios. Ainda na Zona Sul, a Rocinha teve outra troca de tiros na segunda-feira (27). Na manhã do Natal de 2013, disparos assustaram moradores na favela na localidade Largo do Boiadeiro. No início de dezembro, um confronto de aproximadamente 12 horas deixou cinco pessoas feridas — dois policiais e três moradores — na comunidade. Também em dezembro, um policial militar foi baleado durante troca de tiros na Rocinha.

Segundo a assessoria de imprensa das UPPs, as ocorrências relacionadas aconteceram porque os policiais que patrulham as áreas pacificadas se deparam com focos de resistência de traficantes que querem retomar os territórios hoje sob controle do estado.

A assessoria disse ainda que o policiamento foi reforçado nas áreas citadas com policiais de outras UPPs e do Batalhão de Choque para garantir a paz de moradores e comerciantes.

Beltrame faz balanço positivo
Em dezembro de 2013, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou, em entrevista exclusiva ao G1, que ainda não havia motivos para comemorar [as UPPs] e que toda resistência encontrada pela polícia em locais que eram considerados grandes redutos do tráfico será enfrentada com extremo rigor. O secretário ainda admitiu a possibilidade de superar a meta inicial do programa, que era de 40 UPPs.


Adicionar comentário

Importante: O conteúdo postado neste espaço é de responsabilidade do autor.


Código de segurança
Atualizar

Ads_P

...........................................................................

CBN Foz

Topo Versão Web

twn A versão Mobile é a indicada para seu dispositivo, caso confirme, será direcionado para versão clássica