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Alvo de racismo, Tinga, do Cruzeiro, diz que trocaria títulos por fim do preconceito

O disputado duelo entre Cruzeiro e Real Garcilaso-PER, válido pela 1ª rodada do grupo 5 da Copa Libertadores, acabou sendo manchado por um ato desprezível de racismo por parte da torcida peruana, presente no estádio de Huancayo.
 
Após gestos racistas de peruanos, Tinga diz que trocaria títulos por fim do preconceito
O alvo de vergonhosa manifestação nas arquibancadas foi o volante Tinga, que toda vez que pegava na bola, acabava sendo hostilizado pela torcida adversária. Ao final da partida, o jogador não escondeu o abatimento quanto ao ocorrido.
 
“No começo achava que era uma simples vaia, até por a gente ser um pouco conhecido aqui por ter jogadoa algumas Libertadores. Depois que eu vi que era um insulto racista, fiquei um pouco chateado, mas eu permaneci focado na partida, queria ganhar. A gente fica bem chateado por acontecer uma coisa dessa”, comentou.
 
 
Perguntado se passou pela sua cabeça sair de campo, o jogador demonstrou o caráter e a hombridade que faltaram à torcida peruana.
 
“Estava muito focado em conseguir a virada, dar uma resposta dentro de campo, por isso que eu estava brigando tanto, acabei me motivando com aquilo. Confesso que fiquei surpreso, já é minha oitava Libertadores, nunca tinha acontecido isso. Fico bem chateado”, destacou.
 
Tinga destacou os recorrentes atos de racismo que vem tomando destaque na Europa e lamentou que atitudes lamentáveis como essas venham reverberar também na América Latina, onde a miscigenação é ainda mais intensa.
 
“Joguei alguns anos na Europa onde se fala muito disso e nunca aconteceu isso. De repente. em um país tão próximo, tão parecido com a gente pela mistura, acontece uma coisa dessa”, lamentou.
 
“Eu trocaria todos os meu títulos pelo fim do preconceito. Trocaria por um mundo com igualdade entre todas as raças e classes”, desabafou o volante, que tem em seu currículo dois títulos da Libertadores (2006 e 2010), um do Campeonato Brasileiro (2013), dois da Copa do Brasil (1997 e 2001), dentre diversas outras conquistas.
 
O zagueiro Dedé também comentou os atos racistas da torcida peruana.
 
“O que deixa a gente indignado é um pais sul-americano com gestos racistas. O Tinga pega na bola, e eles (torcedores) começam a fazer som de macaco. Isso não existe e, da forma que eles jogaram aqui, catimbando, fazendo coisas para travar durante todo o jogo. Mas é o começo Libertadores, o time está confiante e sabe o que fazer no campeonato”, afirmou o zagueiro.
 
A Federação Mineira de Futebol informou vai fazer uma representação nesta quinta-feira, junto à Conmebol, em repúdio ao racismo manifestado contra Tinga. Até o presidente do maior rival do Cruzeiro, Alexandre Kalil, criticou o gesto dos peruanos pelo twitter.
 
“Racismo na Libertadores?... Me tiraram o prazer da derrota do Cruzeiro. Lamentável! – escreveu o dirigente alvinegro por meio do seu perfil oficial no Twitter”, escreveu no micro-blog.

Comentários  

higor
0 # higor 13-02-2014 13:14
tinga nao fique triste nao
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