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Missa em Realengo lembra os jovens assassinados em escola no Rio

Por  G1

Massacre ocorreu há dois anos na Escola Tasso de Silveira, na Zona Oeste.
Responsável pela pastoral das favelas comandou a celebração.


Gabriel Barreira Do G1 Rio

 
Missa em Realengo homenageia jovens assassinados em escola no Rio  (Foto: Gabriel Barreira / G1)
Missa em Realengo homenageia jovens assassinados em escola no Rio (Foto: Gabriel Barreira / G1)

Mais de cem parentes e moradores de Realengo compareceram à Igreja Nossa Senhora de Fátima João de Deus, na manhã deste domingo (7), para a missa realizada em memória aos dois anos do massacre na Escola Tasso da Silveira, onde 12 alunos foram mortos e 13 ficaram feridos.

O arcebispo do Rio de Janeiro Dom Orani Tempesta esteve no local e cumprimentou os familiares das vítimas. A missa foi celebrada pelo Monsenhor Louiz Antônio, responsável pela pastoral das favelas, e pelo cônego da paróquia, Luiz Carlos Vital de Oliveira. "A dor da morte de uma criança no coração de um pai e de uma mãe é a dor no coração de Deus. Mas temos que tomar cuidado pra não fazer de uma morte, a nossa morte. Todo mundo vai morrer, mas Deus não quer que a gente morra em vida, enquanto vivemos. Temos que fazer da morte uma nova vida", afirmou o Monsenhor Louiz Antônio.

Ao final da missa, os familiares seguiram em caminhada para a escola onde ocorreram as mortes. Os nomes e as fotos dos estudantes foram gravados em balões que serão soltos. "Não aguentamos mais chorar e sofrer, vamos pedir segurança e paz aos nossos governantes antes que isso caia no esquecimento", disse Adriana Maria, mãe da aluna Luiza Paula.

No final da passeata, artistas grafitaram no muro um desenho com crianças construindo uma nova escola. Com o lema ‘Lembrar é resistir, esquecer é permitir’ as mães alertaram que o ato é em memória de todas as vitimas da violência no estado.

Familiares das vítimas do massacre na escola Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, se reuniram nesta sexta-feira (5) para entregar uma carta de protesto que relembra o caso para as autoridades da Prefeitura do Rio. A tragédia, que ocorreu no dia 7 de abril de 2011. O atirador, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, se suicidou logo após cometer os crimes.

Nomes e fotos das vitimas do massacre de Realengo são gravados em balões (Foto: Gabriel Barreira / G1)
Nomes e fotos das vitimas do massacre de Realengo são gravados em balões (Foto: Gabriel Barreira / G1)

Relembre o caso
Wellington Menezes de Oliveira entrou na escola na manhã do dia 7 e atirou contra alunos em salas de aula lotadas. Logo após os disparos, o jovem foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30.

Segundo o diretor do hospital para onde as vítimas foram levadas, 11 crianças morreram (10 meninas e 1 menino) e 13 ficaram feridas (10 meninas e 3 meninos). As crianças tinham idades entre 12 e 14 anos.

Segundo autoridades, Wellington Menezes de Oliveira é ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais.

A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para 6 balas.

Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra.

Conhecido na escola por ser ex-aluno, ele teria entrado sob alegação de que iria fazer uma palestra. Segundo a polícia ele usou dois revólveres, que chegou a recarregar várias vezes.

Infográfico arte tragédia Realengo (Foto: Editoria de Arte/G1)
Infográfico arte tragédia Realengo (Foto: Editoria de Arte/G1)

 

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