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Sites nos EUA unem desconhecidos que querem apenas ser pais

Por  | Para: CBN Foz

Nesses sites, não precisa haver romance. A pessoa monta seu perfil e diz como gostaria de criar seu filho, e se outra pessoa se interessar elas podem conversar e gerar a criança.


Antes de escolher o pai ou a mãe dos filhos que pretendem ter, normalmente as pessoas namoram, se casam, constroem um relacionamento.

Mas tem gente por aí disposta a pular essa parte, acabar com essa "história" de romance, e se unir a alguém com o único propósito de gerar um bebê. É aí que entra a internet.

Ele gosta de alface, tomate e cebola. Ela também. Ele quer uma companhia para velejar. Ela adora o cheiro do mar.

Na internet, não faltam sites especializados em juntar os interesses românticos de cada um, de salada a navegação.

Mas, e se ele não estiver atrás de uma paixão? Nem ela? E se o que eles quiserem mesmo é pular o romance e ter logo um filho?

Dois novos sites nos Estados Unidos prometem apresentar desconhecidos que sonham em ser papais e mamães.

O David decidiu apelar para o computador. "A internet é um ótimo jeito de conhecer pessoas", conta o jornalista David Beretta.

Ele cansou de andar por Nova York à procura de uma parceira, mas não desistiu do sonho de ser pai.

Funciona assim: a pessoa monta seu perfil e diz como gostaria de criar seu filho. Uma outra vê, se interessa e começa a conversa. Se der certo, eles combinam então como vão engravidar, educar e dividir a guarda da criança. Uma espécie de contrato.

"Nós fornecemos uma lista de questões que os interessados devem perguntar ao outro. Damos o ponta-pé inicial na conversa", explica Darren Speedale, fundador do Family By Design.

Já são milhares de interessados, hetero e homossexuais. No Brasil, será que essa tendência de filho pela internet pega?

Zeca Camargo: Fabiana, a primeira vez que você ouviu essa ideia você achou muito maluca.
Fabiana: Eu falei, imagina, Zeca, pegar o pai do meu filho rápido, na internet.
Zeca Camargo: Um estranho!
Fabiana: Tal, que eu não conheço nada, não sei histórico, e tudo mais... choquei. Falei, não, gente, impossível, deve ter homem por aí, eu vou ter que achar.
Zeca Camargo: Mas aí você foi pensando na ideia, amadurecendo... Não é tão absurdo assim.
Fabiana: Não é tão absurdo. Parece que tem aquele história que dizem que toca aquele apitozinho da maternidade. E eu falei assim, ‘o meu ainda está adormecido, mas a hora que apitar...’

A maioria dos participantes desses sites nos Estados Unidos é de mulheres, entre 30 e 45 anos, que decidiram primeiro investir na profissão para só mais tarde pensar em engravidar.

A Andrea, de 36 anos, e a Fabiana, de 34, têm exatamente esse perfil.

Zeca Camargo: Dá pra chamar de família, um filho que foi gerado pela internet?
Andrea e Fabiana: Com certeza, família moderna.

Também tem homem que toparia entrar nessa história. O Gutenberg sempre quis ter um filho, mas o tempo passou, os namoros começaram, terminaram e nada de ser pai.

Gutenberg Barbosa: Desde os 17 anos eu sempre quis ter filhos. Era um sonho. Só que aos 17 anos, estudante, eu era mega-apaixonado por uma menina, meus pais falaram "pelo amor de Deus!"
Zeca Camargo: Um pouco cedo, né?
Gutenberg Barbosa: Um pouco cedo.

Agora com 50 anos, a internet, para ele, pode ser a solução. “Na verdade, a vida não é uma receita de bolo. Na verdade, as coisas acontecem. Mesmo a receita de bolo às vezes não dá certo”, declara Gutenberg, professor.

Mas a ideia não faz a cabeça de todo mundo, não. A Elisa tem 40 anos e, para realizar o sonho de ser mãe, decidiu fazer inseminação artificial. “Eu prefiro usar um doador anônimo, alguém que embora vá ser o pai biológico, não necessariamente vai ser a pessoa que vai dar o exemplo depois”, diz a analista Elisa Madi.

Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, não há impedimento legal para essa forma virtual de arranjo familiar.

Se os pais se encontram pela internet ou numa festa, tanto faz aos olhos da lei. A responsabilidade sob a criança gerada a partir disso é a mesma.

“Os pais, a partir do nascimento do filho, eles têm sobre o filho o poder familiar”, diz Sandra Mattos, advogada.

O conceito de ter um filho com alguém, sem manter uma relação amorosa com essa pessoa não é novo. Isso é chamado de co-parentalidade.

“Ela quer dizer uma cooperação daqueles pais entre si com o objetivo de proporcionar àquele filho a melhor criação possível”, declara Sandra.

Lá nos Estados Unidos, o Nate, de dois aninhos, veio para o mundo assim.

Heide e David eram amigos desde a faculdade. Aos 40 anos e sem parceiros, decidiram ter um filho juntos. "Ele sabe que tem a casa do papai e da mamãe", conta David.

"Vamos falar a verdade sobre como ele nasceu e dizer que o amamos muito", diz Heide.

“O importante é que essa família possa acolher não só essa criança, mas todas as diferenças que fazem parte da estrutura dessa família, da forma como essa família foi criada, concebida, estejam os pais morando juntos ou não”, declara a psicóloga Ana Alicia Martins.

 

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Comentários  

Cibele Furtado
+1 # Cibele Furtado 13-05-2013 17:29
gostaria de saber qual sit é esse ? fiquei interessado e gostaria de participar também
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Bruno
+2 # Bruno 01-05-2013 16:20
Sempre desejei ser pai. É um sonho que não é simplesmente uma vontade que vem e passa. Não é um desejo passageiro. É um projeto de vida que foi pensado, repensado, sofrido, discutido, condenado e tudo o que você puder imaginar. Desde os vinte anos já tinha essa vontade. E agora na época dos trinta e alguns, parece que essa vontade chegou de forma avassaladora. Deve ser o tal do relógio biológico, talvez.
Quero muito poder compartilhar o apoio e os altos e baixos com alguém. E acredito que é apenas uma questão de tempo (e sorte!) encontrar alguém com um desejo parecido.
Na verdade, sei que tenho uma vontade, acredito num sonho e, lá no fundo, tenho certeza que alguém, em algum lugar, deve pensar da mesma forma. Só está faltando a gente se encontrar.
Bruno
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Diego de França Lins
+1 # Diego de França Lins 25-04-2013 11:32
amigo gostaria de saber qual sit é esse ? fiquei interessado e gostaria de participar também
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